TRAVESSIA SEGURA E ACESSÍVEL
Atuando como arquiteto e urbanista na SDHU – Superintendência de Políticas de Direitos Humanos da Prefeitura de Campo Grande, integrei a equipe do Núcleo dos Direitos da Pessoa com Deficiência, participando da proposição de melhorias de acessibilidade em edifícios e espaços públicos. Com base na NBR 9050 e por meio de visitas técnicas — sempre acompanhadas por uma pessoa com deficiência (PCD) — realizávamos o diagnóstico das irregularidades e indicávamos as adequações necessárias. Quando solicitado, assumia a responsabilidade pela elaboração das propostas de projetos de reforma.
No projeto “Travessia Segura e Acessível”, atuei como urbanista, aplicando a experiência adquirida no estágio de revitalização do centro de Campo Grande, no programa “REVIVA Centro”. A proposta parte do conceito de rota acessível, aplicado ao trecho de cruzamento entre a Av. Cônsul Assaf Trad e a Rua Jacinto Máximo, atualmente caracterizado como uma travessia extremamente perigosa, sem sinalização adequada ou calçadas que garantam a segurança do pedestre.
Com o objetivo de organizar o fluxo de pedestres, a intervenção propõe a implantação de faixas elevadas e calçadas que conectem, por meio de um trajeto sinalizado, ambos os lados da avenida, criando um percurso seguro e acessível, que viabilize a travessia da Av. Cônsul Assaf Trad por qualquer cidadão, sem distinção. A proposta é fundamentada na legislação vigente, com análises detalhadas da sinalização vertical e horizontal, elementos essenciais para um tráfego seguro. Complementarmente, são sugeridos mobiliários urbanos ao longo do percurso, sempre respeitando os afastamentos necessários para garantir uma rota acessível totalmente livre de obstáculos, em conformidade com a norma.








